terça-feira, 8 de dezembro de 2009

diálogos profanos - parte II

foi algo parecido com "círculo" ou "contato", não me lembro bem...
será mesmo?
ah, é aquela coisa... certamente, entendeu?
nada faz sentido.
centido.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

diálogos profanos - parte I

e se acabarem as doses homeopáticas? faço o quê?
aconselho a overdose.
e a morte?
ela não dá conselhos.

sábado, 28 de novembro de 2009

o esgrimista amador

sei lá o que deu. um marasmo, assim. veio. forte.
um cheirinho de preguiça queimada... muito tempo no forno, sabe?
vamos lá, acertar o ponto.
parece que é só enfiar um garfo no meio pra sentir a coisa, é isso mesmo?




touché!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

um segundo
um sorriso
um antes
um lembro bem
um quem é mesmo
um sei bem
um não gosto
um quem sabe
um silêncio
um espero
um detesto
um me encanta
uma pausa
um nada.

quem é quem?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

tempotempotempotemp-u.

uma caminhada até a cordilheira dos andes.
um voto pelo ar puro.
outro em branco.
outro nulo.
sem rima, vá!

tempotempotempotemp-u.

e o vencedor é...
... o candidato sujo mesmo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

um conto sobre uma noite e uma receita

escrevo à luz de uma única vela. forte, ainda que velha.
nessas horas de escuridão as perguntas borbulham. caldeirão de incertezas amargas.
o silêncio. uns cães assustados ali. cada qual assustado com sua sombra, vultos que riem como hienas, como tem que ser, não?
é esta a noite deste dia cansado.

das perguntas, farei um ensopado mal-temperado. nariz bem tampado ao degustar e nem me lembrarei das sensações doídas, muito doídas, que todos sabem como são.

um brinde à amnésia!
(será possível?)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

ó! liberta-me, tu, dos sentimentos pequenos
da criança empalhada em orgulho que vez e outra insiste em romper seu tempo
não quero rompimento de espécie alguma
(a não ser aquele versus inércia)
ó.

...
quero a busca da afinação perfeita
ainda que inalcançável
ainda que, quanto mais perto do uníssono, mais desafinado soe

quero
a verdadeira
dissonância
magistral.

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