ó! liberta-me, tu, dos sentimentos pequenos
da criança empalhada em orgulho que vez e outra insiste em romper seu tempo
não quero rompimento de espécie alguma
(a não ser aquele versus inércia)
ó.
...
quero a busca da afinação perfeita
ainda que inalcançável
ainda que, quanto mais perto do uníssono, mais desafinado soe
quero
a verdadeira
dissonância
magistral.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
a cegueira e o parto
um pouco mais tarde, cantei - umas notas meio tortas aqui e ali, mas cantei.
em coro. em coro e coragem. umas músicas lindas de morrer! cantei de olhos fechados.
as lágrimas re-encarnaram. acredita em coisa assim? foi como sorriso que voltaram a mim.
parto normal, como tinha que ser.
em coro. em coro e coragem. umas músicas lindas de morrer! cantei de olhos fechados.
as lágrimas re-encarnaram. acredita em coisa assim? foi como sorriso que voltaram a mim.
parto normal, como tinha que ser.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
a cegueira e o parto
só sabia que era dia pelos números no relógio. a luz mesmo, estava literalmente nublada. depois de uns oitenta e poucos olhares cruzados e desinteressadamente des-cruzados, a tal da providência divina me fez dar de cara com o mosteiro de são bento. aquele lá, que se diz(em) bonito por fora, mas por dentro, vem a preguiça, ou outra fuga parecida com ela, e cega a surpresa.
pois dessa vez ela não venceu, não. me aproximei fazendo o sinal da cruz - já quase nem lembrando qual o lado do santo ou do espírito. entrei cega, meio sem coragem. andei mais um pouco e deixei a luz entrar aqui. como é lindo lá dentro...! sem pieguisse alguma, é realmente lindo lá dentro, viu? aqui, nem sempre.
bom, sei que me sentei logo e me diverti flertando os vitrais. alguns minutos e já queria ficar cega de novo. cansa rápido, né? repousei as mãos nos poros de pele-branca de quem vive em são paulo - sujos - e a cabeça pendeu.
todas as lágrimas do mundo, leves, pesadas, solitárias, em bandos, todas elas nasceram.
parto normal, como tinha que ser.
pois dessa vez ela não venceu, não. me aproximei fazendo o sinal da cruz - já quase nem lembrando qual o lado do santo ou do espírito. entrei cega, meio sem coragem. andei mais um pouco e deixei a luz entrar aqui. como é lindo lá dentro...! sem pieguisse alguma, é realmente lindo lá dentro, viu? aqui, nem sempre.
bom, sei que me sentei logo e me diverti flertando os vitrais. alguns minutos e já queria ficar cega de novo. cansa rápido, né? repousei as mãos nos poros de pele-branca de quem vive em são paulo - sujos - e a cabeça pendeu.
todas as lágrimas do mundo, leves, pesadas, solitárias, em bandos, todas elas nasceram.
parto normal, como tinha que ser.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
já sem ter o que hidratasse aquelas duas - cordas-juntas, incrível, o que fazem -, ainda assim convocou as forças que tinha em reunião de bastidores e ordenou que soasse o uníssono. e soou:
ó, grandioso sol
louvo-te em paz de alma
suspiro de calma
por ver-te assim
amarelo-canário
arco-íris
cenário
sorriso
enfim
uma pausa breve. joelhos dobrados e um copo d'água.
ó, grandioso sol
louvo-te em paz de alma
suspiro de calma
por ver-te assim
amarelo-canário
arco-íris
cenário
sorriso
enfim
uma pausa breve. joelhos dobrados e um copo d'água.
sábado, 10 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
a sede e o agradecimento
no dia
a mente se ocupa
contra-ponto
contra-tempo
e no intervalo
o bom-tempo-a-favor
de repousar o pensamento a tempo
de fazer-me respirar de novo
como estava no sonho
e quando acordei
e enquanto nutellava meu pão
e na caminhada inteira
e no intervalo dos bons e nem tão bons mestres
e nos ensaios e improvisos
nos bons e nem tão bons resultados
o bom-sentimento
em olhos-fechados-saudosos-calados
de vontade boa por vivê-la em existência
de repousar em êxtase-de-presença
na presença que é o auge da composição
execução
e todas as vertentes dessa expressão intensa
que é o amor e suas rimas
e todos os clichês-de-direito
e sons e acordes perfeitos
que, como presente,
chegaram a mim.
a mente se ocupa
contra-ponto
contra-tempo
e no intervalo
o bom-tempo-a-favor
de repousar o pensamento a tempo
de fazer-me respirar de novo
como estava no sonho
e quando acordei
e enquanto nutellava meu pão
e na caminhada inteira
e no intervalo dos bons e nem tão bons mestres
e nos ensaios e improvisos
nos bons e nem tão bons resultados
o bom-sentimento
em olhos-fechados-saudosos-calados
de vontade boa por vivê-la em existência
de repousar em êxtase-de-presença
na presença que é o auge da composição
execução
e todas as vertentes dessa expressão intensa
que é o amor e suas rimas
e todos os clichês-de-direito
e sons e acordes perfeitos
que, como presente,
chegaram a mim.
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